22 Mar Churra Mondegueira
Origem e história
O Ovino Churro é das raças mais primitivas da Península Ibérica. Os caracteres ancestrais que manifesta e a diferencia de outras raças são: – Conformação – Temperamento – Rusticidade. As características lanares, alguma pigmentação periférica e aptidão leiteira, denunciam na sua representação ancestral o Ovis Aries Studery.
Distribuição Geográfica
A raça Mondegueira tem o seu solar na região da Beira Alta mais concretamente na área do Alto Mondego. Devido á política de fomento pecuário, que favoreceu a raça Bordaleira e cruzamentos efectuados com raças exóticas em detrimento da raça Mondegueira, com a finalidade de aumentar a produção leiteira, não é de estranhar que o ovino Mondegueiro tenha vindo até a algum tempo atrás a diminuir de número no seu solar – Fornos de Algodres, Trancoso, Celorico da Beira, Guarda e Pinhel. Há a salientar no entanto, o alargamento da área onde se passaram a poder encontrar ovinos desta raça, tendo-se esta estendido sobretudo para concelhos a Norte do seu solar, substituindo ou influenciando os churros aí explorados, sentindo-se esta influencia principalmente sobre os badanos ( Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Moncorvo) onde se pode verificar o efeito melhorador obtido na produção leiteira. Nos concelhos de Belmonte, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, existem rebanhos de ovinos Mondegueiros consideráveis. Até algum tempo atrás, devido à não existência de qualquer acção de melhoramento sobre este grupo étnico, a selecção dos animais estava sujeito ao critério dos criadores o que levava a uma diversidade enorme principalmente do fenótipo da raça. Hoje pretende-se inverter este estado de coisas, recorrendo-se para tal a um programa de melhoramento da raça. Melhoramento este que está a ser efectuado por uma associação de produtores de ovinos, sendo o efectivo actual da ordem das 7000 cabeças, das quais 3200 estão inscritas no livro da raça.
Características Morfológicas
Cor – Esta raça tem como cor única o branco. Cabeça – A raça Mondegueira é caracterizada por uma cabeça deslanada e de volume médio. Chanfro ligeiramente convexo, sendo esta convexidade mais acentuada nos machos. Cornos em ambos os sexos, em forma de espiral, rugosos. Lábios grossos normalmente de preto ou castanho. Olhos grandes. Orelhas horizontais, de médio comprimento. Pescoço – O pescoço da ovelha Mondegueira é estreito e revestido de lã, não possui barbela, nem pregas. Tronco – Peito estreito, costelas ligeiramente arqueadas. Possui uma linha dorso lombar horizontal, sendo o dorso e o lombo também estreitos. O seu ventre é de volume médio e geralmente deslanado. A garupa é estreita, curta e descaída. Úbere – possui uma forma geralmente globosa, sendo revestido por uma pele fina elástica, com um sulco mediano bem evidente. Tetos com uma boa implantação e bem desenvolvidos. Membros – Os membros que caracterizam esta raça são regra geral finos e fortes, sendo deslanados na sua parte terminal. Possui unhas rijas. Pele – Fina, de cor branca e com pigmentação em várias regiões como sejam os olhos, orelhas e extremidades dos membros. Velo – Extensão média, com madeixas pontiagudas. Reveste o pescoço e tronco, com excepção da barriga e parte livre dos membros.